TERCEIRA IDADE

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Tal como as pessoas, os nossos amigos também envelhecem. Tal como as pessoas, esse processo implica alguma mudança de comportamento/temperamento e também no organismo.

É por isso natural que o dono tenha que apoiar de forma especial o seu gato idoso, para que possa ver aumentada a sua qualidade de vida e inclusive, para que possa ser prolongado o tempo de vida.

É importante não esquecer que a forma como o gato foi mantido ao longo de toda a sua vida, vai contribuir decisivamente para aumentar as hipóteses de viver uma velhice sem problemas.

Quantos anos posso esperar que o meu gato esteja comigo e quando começa a fase do envelhecimento?

Amamos os nossos animais e gostaríamos que vivesse tanto quanto nós. Tal não é possível, mas um gato pode viver, em média, entre 14/16 anos. Há gatos que vivem 20 e até mais anos, mas não é comum que tal aconteça.

Geralmente, diz-se que um gato entra na “terceira idade” aos 9/10 anos. No entanto, é errado considerar que um gato com essa idade é um velho ou idoso. Lentamente o gato pode ir demonstrando o “peso” da idade, mas sinais notórios de envelhecimento só vão aparecer alguns anos mais tarde.

Existe uma alteração no seu comportamento?

Naturalmente que a velhice também significa para o gato uma diminuição das capacidades físicas e por isso, o gato vai ficar menos activo. As corridas são mais raras, a capacidade de saltar também diminui. Ficará menos brincalhão, talvez mais sensível a festas. Poderá isolar-se, para poder descansar mais à vontade.

Quais os sinais físicos que indicam o envelhecimento?

Vai tornar-se cada vez mais pachorrento e sedentário, passando ainda mais tempo a dormir.

As brincadeiras serão cada vez mais raras, embora deva continuar a insistir em brincar com ele.

Na medida em que se mexe menos, pode ter tendência para engordar, mas o oposto pode também ocorrer e o gato começar a emagrecer: se esse emagrecimento for muito acentuado, é possível que alguma coisa não esteja bem e ele deve ser visto pelo veterinário.

Os dentes dos gatos também acusam o envelhecimento. Podem ficar escuros e até cair. Podem aparecer gengivites. A comida em secos ajuda a controlar problemas com os dentes e acumulação de tártaro.

Por outro lado, também a visão, a audição e até o paladar podem ver-se reduzidas, sobretudo em gatos realmente muito idosos.

O pêlo fica menos brilhante, cai com mais frequência e quantidade, e podem até surgir algumas peladas.

A agilidade pode ficar diminuída. Se ele já não consegue saltar para os seus sítios favoritos, dê-lhe uma ajuda.

Devo mudar a alimentação?

As necessidades fisiológicas alteram-se com a idade, pelo que é recomendável que passe a dar comida específica para gatos idosos e a evitar determinados alimentos. As rações são completas e procuram contribuir para evitar que o gato se torne obeso (não se esqueça também que ele vai passar a ser cada vez menos activo e mais dorminhoco), ajudando igualmente a controlar eventuais problemas renais, que são uma das doenças que com maior frequência afectam os gatos idosos.

Existem já diversos suplementos alimentares, que só devem ser dados a conselho do veterinário.

Que outros cuidados devo ter com ele?

Escove o gato com frequência, para lhe retirar o pêlo velho. Como ele vai lavar-se cada vez menos e deixará de ter a agilidade de outrora para chegar a todo o corpo, tenha o cuidado de periodicamente, o ir limpando com toalhetes, ajudando a que mantenha a sua beleza felina.

Também os gatos se tornam cada vez mais friorentos, por isso reforce a cama onde ele costuma estar com uma almofadinha e cobertor. Não se admire se ele procurar cada vez mais o conforto do aquecedor.

Esteja atento a mudanças de apetite e também à quantidade de água que ele bebe. Beber água em excesso é sinal de problemas renais. Um outro indicador de problemas renais, pode ser dado pelo odor estranho que o gato pode passar a ter. Neste caso, dirija-se de imediato ao seu veterinário. Com uma análise simples detectará se existe ou não insuficiência renal e com uma alimentação adequada para este tipo de problema, poderá controlar a doença.

Se notar algo de estranho no comportamento, se fisicamente alguma coisa lhe chamar a atenção, convém que não demore a levar o gato ao veterinário.

E sobretudo, faça com que até ao fim o seu gato se sinta dono do seu coração. Mime-o e desfrute da sua companhia, sempre que lhe for possível. Respeite a sua necessidade de isolamento, se ela for evidente, mas não se esqueça que ele ainda ali está, só porque ele deixou de o procurar com mais frequência. Não o ignore quando ele chama a sua atenção. Faça-lhe festas (ainda mais). Esteja com ele até ao fim e mais do nunca, não o abandone.

fonte

uniaozoofila