BALINÊS

balines_2Descendente do Siamês, tem a pelagem mais longa. Como companheiro, destaca-se por ser alegre e afetuoso Ele parece um Siamês. Tem os mesmos olhos azuis e a mesma elegância do corpo esguio, de cor clara com marcações mais escuras nas extremidades. A única diferença física está no comprimento da pelagem, que no Balinês é semilonga enquanto no Siamês é curta, e lhe dá uma aparência um pouco mais cheinha apesar do corpo ser exatamente igual. É na cauda que os pêlos alongados tornam-se mais espessos, obtendo um efeito interessante. Outra diferença do Balinês, comparado ao Siamês, é o comportamento mais ligado às pessoas. Uma afetuosidade que demonstra com uma freqüência incomum às raças esbeltas. Ao mesmo tempo, mantém toda a agilidade e superatividade típicas dessas mesmas raças, resultando em um companheiro alegre, que encanta.

Temperamento

O que não falta ao Balinês é energia e vontade de brincar. “Correm pela casa um atrás do outro, pulam, escalam os postes para gatos e se divertem com brinquedinhos. São superativos”, afirma Terry Smith, criadora em Nova York – EUA. Uma brincadeira bem típica da raça é a de trazer objetos. Mesmo tão animado, o Balinês não é do tipo barulhento, daqueles que vivem miando pela casa. O padrão da CFA comenta que a raça mia menos que o Siamês e que a sua voz é mais suave. “Os meus só miam quando chego em casa e quando se aproximam de mim para me agradar”, exemplifica Evelyn. Marie e a criadora Terry, que também têm Siameses, comentam que seus Balineses geralmente miam apenas quando lhes é dirigida a palavra. “É muito interessante. Parece que querem falar, responder pra gente”, diz Marie.

Sociabilidade

Um dos atrativos do Balinês é a sociabilidade com que tratam todos. Judy comenta que eles não perdem uma chance para conhecer as visitas. “De repente, os Balineses aparecem; correm em direção ao estranho, ficam rodeando-o e alguns acabam até subindo no colo”, conta. Terry conta que se o estranho jogar um brinquedinho ou um pedaço de papel amassado, os Balineses dela entram logo na brincadeira.  Só não suportam ser maltratados com puxões ou beliscões: nessas condições, a resposta será um bom arranhão.”

Se houver outros bichos em casa, também não há motivo para preocupação. O Balinês se adapta facilmente a eles, inclusive aos cães.

O Balinês não tem subpêlo, conseqüentememte sua pelagem semilonga não embaraça com facilidade, não cai muito e não requer escovações freqüentes como as raças de pêlo longo. Até o momento não se conhece problema de saúde típico da raça, conforme atesta o veterinário William Fredericks que já tratou de cerca de 30 Balineses no North Shore Veterinary Hospital, em Nova York – EUA.

Origem

Há registros de que os primeiros Balineses apareceram na década de 20, nos EUA. Como ambos os pais desses Balineses eram Siameses e tinham, portanto, os pêlos curtos, atribuiu-se o nascimento de filhotes com pêlos mais longos a uma mutação. Tanto que esses gatos eram registrados na ocasião como Siameses de pêlo longo. Com o tempo, no entanto, passou-se a acreditar que o Balinês herdou essa pelagem mais comprida de um ancestral de pêlos longos. Mesmo porque, na época em que surgiram esses filhotes de pêlos mais longos, havia criadores cruzando Siameses com gatos de pêlo longo, com o objetivo de produzir uma raça peluda, com as mesmas marcações do Siamês, mas com o corpo bem encorpado, o oposto do Balinês. Isso certamente gerou gatos com aparência de Siameses, inclusive com os pêlos curtos, mas portadores de gens de gatos de pêlos longos.

Na década de 40, a criadora americana Helen Smith iniciou um trabalho para tentar o reconhecimento do Balinês como raça. Foi Helen quem lhe deu o nome de Balinês, em homenagem aos movimentos graciosos e linhas esbeltas, que a faziam lembrar os dançarinos da ilha de Bali. O reconhecimento oficial veio em 1970 pela CFA, graças também aos esforços da criadora ameri-cana de Siamês, Sylvia Holland, do gatil Holland’s Farm.

No final do século passado, os Siameses tinham formas mais arredondadas que o desejado pelo padrão atual.

Os americanos iniciaram um processo de refinamento das linhas dos Siameses por volta de 1900, tornando-os bem mais esbeltos.

Com o início da criação dos Balineses, esse trabalho se estendeu à nova raça, o que ocorreu ao redor de 1940, já que a mesma descendia dos Siameses mais arredondados.

No entanto, até hoje existem tanto Siameses quanto Balineses com os dois tipos de estrutura física, mas os que se destacam nas exposições são os mais longilíneos.

Cores Reconhecidas: Para as três entidades de criação de gatos com maior número de criadores filiados no Brasil, o Balinês tem cores claras no corpo – branco ou creme, em tons variados – e as extremidades (cara, patas e cauda) mais escuras. As cores permitidas para as extremidades variam conforme a entidade.

 

CABEÇA

Formato: cunha longa e afilada
Tamanho: média. Focinho: sem break
Crânio: achatado. Bochechas: suaves, sem break
Nariz: longo e absolutamente reto, sem reentrâncias ou protuberâncias
Queixo: de tamanho médio, alinhado com a ponta do nariz

PESCOÇO

Comprimento longo e refinado.

ORELHAS

Formato: pontudas e largas na base
Tamanho: impressionantemente largas
Colocação: devem ser uma continuação da cunha, portadas como se o gato estivesse sempre alerta.

OLHOS

Formato: amendoados.
Tamanho: médios.
Colocação: inclinados em direção ao nariz, em harmonia com as linhas da cunha e das orelhas.

CORPO

Formato: longo e esbelto
Tamanho: longo
Musculatura: firme

CAUDA

Formato: fina e afilada
Tamanho: delgada
Comprimento: longa.

PERNAS

Comprimento: longas; as patas traseiras são mais longas do que as dianteiras
Ossatura: fina
Musculatura: firme

PATAS

Formato: ovais
Tamanho: pequenos

PELAGEM

Comprimento: longa
Textura: macia e sedosa
Densidade: fina

Fonte

portalsaofranscico

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