O TACTO

Ginger domestic kitten (Felis catus) rolling on back playingAssim como a visão e o olfato, o tato é um importante sentido para o espírito caçador dos bichanos, além de preveni-los contra situações dolorosas. 

O que seria de nossa rotina sem o “momento carinho do dia”? Afagar os bichanos é uma terapia e a interação com eles é fundamental para o bem-estar da relação gateiro-gatinho. Mas você já imaginou fazer um carinho no seu filhote de quatro patas e ele não apresentar nenhuma reação? Seria estranho, não? Então agradeça ao tato, pois é através desse sentido que o felino reconhece os estímulos externos e reage a eles.

Os sensores táteis espalhados pelo corpo do gato podem trazer informações de temperatura, pressão, toque, texturas, vibrações, velocidade e direção de correntes de ar, auxiliando nas atividades diárias, como a caça, e garantindo a sua sobrevivência graças ao sistema de termorregulação e da percepção da dor.

Desenvolvimento

O tato é um dos sentidos presentes nos gatinhos recém-nascidos (neonatos), juntamente com o olfato, devido à sua importância na orientação do filhote para encontrar a mãe e os irmãos. Através do reflexo de fossamento, que associa os sentidos do tato e do olfato, o gatinho fuça à procura do seio da gata para mamar.

A regulação térmica no recém-nascido é insuficiente, por isso a gata tem cuidado intensivo nos primeiros dias da vida, mantendo todos os filhotes aquecidos e juntos de si.

Conforme o filhote cresce, há um maior desenvolvimento dos outros sentidos e também do tato.

Carinho

Batidas delicadas e afagos são as carícias favoritas dos gatos, pois estimulam os receptores táteis de todo o seu corpo. A tolerância ao carinho e preferências quanto ao tipo de carícia variam individualmente, e dependem de diversos fatores, como idade de desmame, socialização e genética.

A maioria dos gatos não tolera ser apertado, apenas segurado firmemente e com seu apoio assegurado. Para a maioria dos procedimentos com gatos é indicada a contenção mínima.

Vibrissas – Bigodes

Além dos receptores táteis presentes em todo o corpo do gato, existem pelos modificados que também atuam como grandes receptores ambientais: as vibrissas, vulgo bigodes.

Os gatos possuem vibrissas nas seguintes regiões: bucal, bochechas, acima dos olhos, queixo, carpos (região das patinhas).

Cada uma das vibrissas possui folículo próprio que é cinco vezes maior que o folículo de um pelo comum, preenchido com sangue e com muitos receptores neurais, além de ter musculatura própria que possibilita a sua movimentação.

Esse sistema permite ao gato captar as mais leves mudanças nas correntes de ar, o que o ajuda na locomoção, especialmente no escuro, e a caçar. O menor movimento de uma presa próxima ao gato pode ser captada por suas vibrissas, facilitando a caça em situações de visão comprometida.

A perda das vibrissas torna o gato mais dependente da visão para a caça, mas não o deixa em desequilíbrio ou desestabilizado como muitos afirmam. De qualquer forma, por ser um importante meio de localização em determinadas circunstâncias, o corte das vibrissas não é indicado.

Dor

Outra função importante dos receptores táteis é afastar o gato de situações que causem dor, ou seja, quando há a percepção de uma lesão tecidual de qualquer origem. O limiar de dor varia de gato para gato.

Temperatura

Os gatos têm menor sensibilidade ao calor do que os humanos. No entanto, há uma importante sensibilidade nasal a mudanças pequenas de temperatura.

Reações de evitação são observadas a partir de 51‘’C (em humanos essas reações aparecem em torno de 44‘’C).

Essa falta de sensibilidade é o que faz alguns bichanos procurarem o calor de um motor de carro ou a proximidade do fogo, chegando a chamuscar seu pelo sem desconforto maior.

Fonte

blogfelino.com.br

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